Navios comerciais se tornaram alguns dos poucos lugares onde russos e ucranianos, que representam 15% dos 1,9 milhão de marinheiros do mundo, ainda coexistem em rotas ao redor do mundo enquanto seus países estão em guerra. Alguns navios se tornaram raros refúgios de compreensão e perdão. Em outros navios, o clima tornou-se tenso e às vezes insuportável, perturbando a tradição marítima de marinheiros se considerarem companheiros de equipe, independentemente da origem.

Com a indústria marítima global já com poucos marinheiros comerciais, contando principalmente com marinheiros da Rússia e da Ucrânia, que geralmente são altamente qualificados, algumas empresas desligaram os marinheiros para aliviar a tensão a bordo.

A AP Moller-Maersk, uma das maiores companhias de navegação do mundo, disse em comunicado que ter tripulantes russos e ucranianos no mesmo navio pode ser um desafio. “Como medida de precaução, decidimos não ter marítimos da Ucrânia e da Rússia a bordo do mesmo navio”, disse a empresa, acrescentando que essa política entrou em vigor no início da invasão em fevereiro.

Em meio aos momentos difíceis, em alguns navios, o contato próximo entre russos e ucranianos gerou condolências inesperadas.

Roman Zelenskyi, 24, um marinheiro de Odessa, na Ucrânia, disse que depois que ele e os outros ucranianos mostraram aos russos fotos dos danos nas cidades ucranianas de Kharkiv e Mariupol, os quatro russos em seu navio ficaram chocados e envergonhados. “São pessoas como eu que trabalham em um navio”, disse ele. “Vivemos em paz.”



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